segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Desconfie do seu médico!

Há 10 anos aproximadamente procurei um Pronto Socorro por causa de uma suspeita de fratura num dedo do pé.
Para minha surpresa a primeira providência após preencher o formulário para ser atendido foi que me colocaram na Sala de Espera no soro com glicose. Sempre me perguntei o porquê. Sempre suspeitei.
Vieram mais recentemente as máfias das próteses.
Agora a Folha de SP deixou claro na matéria "Hospitais Premiam Médicos Que Indicam Mais Exames".
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/02/1861919-hospitais-premiam-medicos-que-indicam-mais-exames.shtml

Segue o texto na íntegra:
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Hospitais privados do país adotam programas de benefícios que, entre outros critérios, premiam médicos pelo volume de exames, cirurgias e internações que realizam.
Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação –que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa.
O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico.
Na condição de anonimato e de não identificar a instituição em que atuam, a Folha conversou com 12 médicos de hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador. Todos confirmam a existência de programas de benefícios em que o volume de procedimentos é considerado na premiação.
"O médico do pronto-atendimento que interna mais ganha mais pontos", conta um médico do Rio de Janeiro. "Tem um médico que segura paciente internado sem necessidade só para gerar mais diária hospitalar", relata um outro de São Paulo.
"Eu já ouvi pressões do tipo: 'a ressonância precisa ser otimizada'", afirma um médico de Porto Alegre (RS). "Aqui se pede exame de urina até para unha encravada", diz outro de Salvador (BA).
A prática tem sido questionada por especialistas em ética e em gestão porque pode resultar em procedimentos desnecessários, que expõem pacientes a riscos, e no aumento do custo da saúde-a conta vai para os planos, e quem paga são os usuários.
"Não se pode atrelar a participação médica a nenhuma volumetria. Seria como remunerar bombeiro que apaga mais incêndios. Logo começariam a queimar casas para ganhar mais", diz Francisco Balestrin, presidente da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados).
Ele afirma que a prática não é "corrente" entre as instituições e que há vários programas pautados pela ética. Em março, a Anahp fará em um evento com dirigentes para discutir um "mapa de riscos", e os programas de benefícios entrarão na discussão.
Para o médico Yussif Ali Mere Jr., presidente da Federação e do Sindicato de Hospitais, Clínicas e Laboratórios, "a era de o médico fazer tudo o que quer e ser valorizado pelo hospital [por gerar mais lucro] tem que acabar". "O custo é insustentável."
Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), diz que a entidade tinha informações sobre esses incentivos por volume, mas nunca conseguiu provar que eles existiam. Agora, deve pedir uma investigação sobre isso. "É inaceitável", afirmou.
Para ele, a raiz do problema está no modelo de remuneração. Os hospitais ganham dos planos pela quantidade de serviços que prestam ("fee for service"), não pela qualidade da assistência que prestam ao paciente.
"Os hospitais estão cada vez mais ricos, e os planos cada vez mais pobres. É dramática a situação." Em razão da crise econômica, os planos perderam mais de 2 milhões de usuários em dois anos.
Ali Mere Jr. também acredita que é preciso mudar o modelo de remuneração, mas discorda de Ramos. "Os hospitais estão mais caros, mas não mais ricos."
EXCESSO NO USO
Gláucio Libório, presidente do Instituto Ética Saúde, critica programas que incentivam volume de procedimentos e diz que eles abrem brechas para crimes como os vistos na "máfia das próteses".
A prática é investigada há dois anos pela Polícia Federal e ao menos 40 pessoas já foram indiciadas. Além de compras superfaturadas, que lesaram o SUS e os planos, em alguns casos cirurgias foram indicadas sem necessidade.
"Sou totalmente contra programas que envolvam volume. Médicos não podem receber nenhum benefício atrelado a quantidade de procedimentos de nenhum tipo."
O cardiologista Luís Cláudio Correia, representante da Choosing Wisely no Brasil (campanha contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico), não acredita que os programas tenham papel crucial em indicações excessivas ou desnecessárias de exames.
"A questão é mais cognitiva do que de premiação, de incentivo. Imagino que na ausência de qualquer conflito de interesse, o 'overuse' continuaria prevalente."
Para o intensivista Guilherme Barcellos, membro honorário da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar e coordenador da Choosing Wisely Brasil, não é frequente nesses programas uma remuneração direta a médicos por indicações de procedimentos.
"Entram num combo que garante privilégios. Mais receita para o hospital e o médico vira 5 estrelas, ganha estacionamento grátis, lavagem do carro e coisas do tipo."
EINSTEIN 'EXPORTA' PROGRAMA
Considerado modelo no setor, o programa de benefícios do hospital Albert Einstein está sendo replicado em outras oito instituições do país.
Segundo o presidente do hospital, Sidney Klajner, o programa de segmentação médica é usado como forma de fidelizar profissionais autônomos à instituição. São 70 indicadores que geram pontuações que classificam médicos como "premium, advance, evolution e special".
Os indicadores são baseados em qualidade (adesão a protocolos, interação com a equipe), fidelização (número de pacientes trazidos para o hospital), filantropia (atividades voluntárias nos programa filantrópicos) e participação em ensino e pesquisa.
Klajner diz que o hospital valoriza mais a fidelidade do médico ao Einstein do que o volume de procedimentos.
"Médicos que têm cadastramento e internam pacientes em vários hospitais têm pontuação menor do que aquele que estão exclusivamente no Einstein."
Segundo ele, em relação a exames, para cada especialidade existe uma meta mediana esperada. "A partir dessa mediana não é contado mais nada. Estamos mais interessados que o médico peça o exame no Einstein e não no Fleury do que no volume."
O Einstein vetou recentemente uma prática que poderia gerar conflito de interesse: postos de coleta de exames mantidos por laboratórios em consultórios médicos.
"Por mais que cause perda de receita, isso poderia gerar incentivo para exames complementares desnecessários."
Também proíbe que seus médicos recebam comissões por tipo de quimioterapia que indicam. "Perdemos profissionais por isso."
O Hospital Sírio-Libanês diz que não remunera os médicos por quantidade de exames e que "repugna essa prática". Também não há remuneração por quimioterapia indicada, segundo o CEO, Paulo Chapchap. "Os médicos são remunerados pelo cuidado com o paciente."
O Hospital Oswaldo Cruz disse que o porta-voz indicado a falar sobre o assunto estava viajando.
O Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, informou que seu programa médico passa por reestruturação e que só se manifestará após a conclusão do processo.
A Rede D'Or, que tem 31 unidades no país, disse que "não tinha interesse em participar da reportagem".
 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Temeridade - É Facção Criminosa?

José Yunes, amigo do presidente EX-Interino Temer, afirma que recebeu pacotes (susoeita-se de dinheiro) para Eliseu Padilha.

Eliseu Padilha também é amigo do presidente EX-Interino Temer, que nega o fato.
Tem amigo, amigo do amigo.

Opa! Isso não é nome de Facção Criminosa?

Temeridade - ABAFA MAIS QUE ESCANCARADO

Não é Suruba Jucalista Seletiva.
É pior!
O novo ministro da Justiça Osmar Serraglio já defendeu a anistia do EX-deputado federal Eduardo Cunha, pois, segundo o ministro, Cunha teria prestado um grande serviço no Impeachment da EX-presidentA Dilma.
http://m.folha.uol.com.br/colunas/bernardomellofranco/2017/02/1861577-o-novo-senhor-justica.shtml?mobile

Mas pior ainda é que com isso o presidente EX-Interino Temer escancara o ABAFA contra a Lava-Jato.
Ou um ministro da Justiça que defende a anistia de um réu da Lava-Jato indica o contrário?

Não há mais pudor!
Não há mais dissimulação!

Alckminsta - FIESP na Várzea?

A FIESP atuou na secretaria do Meio Ambiente do Estado de SP para alterar o zoneamento da área de proteção ambiental, no caso, a Várzea do Tietê.

http://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/tecnico-revela-pressao-para-mudar-zoneamento-do-tiete-queriam-que-alterasse-sem-demonstrar/

Ótimo, pois é para instalações de indústrias?
Nem tanto.
Há indícios que as alterações eram para passar desapercebidas!
Isso significa a degradação de uma área ambiental em desrespeito à sociedade.
Na VÁRZEA? Em área que sofre enchente?
A FIESP quer instalação de indústrias na várzea? Ou vão encher de rejeito industrial? Lixo tóxico? Depois vão destinar o terreno para moradia popular?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

As Aventuras da Conta Inativa - Final

Achar a conta inativa.
Regularizar informações.
Não acreditar no saldo informado pela internet.
Não se desesperar, nem acreditar  no funcionário da CEF que logo vai dizendo que não tem conta.
Tudo com um pouco de trabalho e um pouco de paciência.
Nenhuma tortura!

Tortura é regularizar sua conta na Caixa que vai receber o dinheiro do FGTS.
Se quiser operar a conta pelo internet banking chega a ser surreal!
Pense em algo absurdo. Vai muito além disso!

Quem foi foi!

Quem foi foi!
Quem não foi não vai mais!

Isso se refere a Lava-Jato e a decisão do STF sobre as citações envolvendo o EX-presidente José Sarney, que na prática lhe concedeu Foro Privilegiado mesmo sem ter.

Conclui-se que a cúpula do PMDB está tranquila, e que os tucanos de alta linhagem estão salvos.

E o voto vencido do ministro Edson Fachin?
Talvez só para constar, só para manter as aparências.
Afinal, cadê a quebra do sigilo da Delação da Odebrecht?

A impressão que dá é que a Lava-Jato não acabou, mas não vai avançar de forma significativa. Talvez um empresário, um político menos influente, e só.

Blindagem Escancarada

O STF decidiu que as citações do EX-presidente Sarney, por envolver pessoas com Foro Privilegiado, não poderão ser seguir com o juiz Sérgio Moro!
https://www.google.com.br/amp/g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/stf-proibe-sergio-moro-de-analisar-citacoes-de-sergio-machado-a-sarney-na-lava-jato.ghtml

Nada de desmembramento?
Foro Privilegiado para quem não tem?
Blindagem escancarada no STF?